«Que se morre, Nós, vivos, sabemos que morremos, Não sabem, ninguém sabe, como eu também não sabia quando vivi, o que nós sabemos, isso sim, é que os outros morrem.»
- as pessoas que põem açúcar no leite fazem-me mesmo impressão - sabem aquele momento em que se apercebem do significado de uma marca que conheceram a vida toda? tipo quando nos apercebemos que "head&shoulders" e "toys'r'us" não são só palavras engraçadas? hoje apercebi-me disso com a marca "fag" de electrodomésticos - amanhã começo as aulas na minha 5ª escola - encontro-me numa fase terrível da vida em que sinto que nada combina com calças de ganga
só serei verdadeiramente adulta quando um dia der por mim a ver o telejornal numa televisão com mais de 4 canais.
11.9.11
o que eu gostava de saber é por que é que o woody allen, homenzinho ridículo completamente desprovido de awareness e ligeiramente pedófilo, insiste em tentar passar por máquina sexual de que as mulheres não se cansam, já que não consigo pensar em alguém menos sexualmente atraente.
ando a ler o ano da morte de ricardo reis que comprei num alfarrabista, que é para aí uma 1ª ou 2ª edição, velhinho. na página cento e qualquer coisa estão umas linhas sublinhadas a caneta e é fofinho pensar que houve alguém que anda por aí, ou que às tantas já morreu, que leu aquelas mesmas páginas com atenção e achou aquele bocado bonito o suficiente para sublinhar.
7.9.11
estava a sugerir ao meu namorado deixarmos de ser namorados e passarmos a ser só fuck buddies, mas ele é alto maricas e disse que "isso era estranho".
hoje comprei um bestseller, não sou tão booksnob quanto se diz por aí. já não leio um bestseller desde 2009, que foi um dan brown e emprestado, mas todos temos defeitos portanto calem-se.
gostava que parassem de dizer mal da summer. ao início também a achei alta bitch mas depois apercebi-me que fiz o mesmo que ela, só que não me casei. também gosto do tom, mas ela tem razão. os tipos tom são demasiado meh, uma pessoa gosta deles e eles não fazem absolutamente nada de mal para além de serem demasiado clingy, mas falta-lhes qualquer coisa e acabam por ser trocados por gajos a sério.